Por Amanda Carolina Tostes
O Brasil recebe, entre os dias 23 e 29 de março de 2026, em Campo Grande (MS), a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS). O evento reúne representantes de mais de 130 países, cientistas, organizações ambientais e autoridades governamentais para discutir estratégias de proteção a animais que cruzam fronteiras naturais em busca de alimentação, reprodução e sobrevivência.
Pela primeira vez sediada no país, a conferência coloca o Brasil no centro das discussões globais sobre biodiversidade e conservação. As espécies migratórias, como baleias, tartarugas marinhas, aves, tubarões e até algumas espécies de insetos, dependem de ecossistemas preservados ao longo de suas rotas, muitas vezes atravessando continentes e oceanos.
Especialistas alertam que esses animais enfrentam ameaças crescentes, como a destruição de habitats, mudanças climáticas, poluição e caça ilegal. Como essas espécies transitam por diversos territórios, a proteção depende de acordos e ações coordenadas entre diferentes nações.
Durante a COP15, os países participantes avaliam propostas para ampliar listas de espécies protegidas, fortalecer políticas de conservação e criar mecanismos de cooperação internacional. Outro ponto central das discussões envolve a preservação dos corredores ecológicos e rotas migratórias, fundamentais para garantir a sobrevivência dessas espécies.
Além das negociações diplomáticas, o encontro também promove debates científicos, eventos paralelos e iniciativas voltadas à educação ambiental, destacando a importância da biodiversidade para o equilíbrio dos ecossistemas e para o futuro do planeta.
Ao sediar a conferência, o Brasil reforça seu papel estratégico na agenda ambiental global, sobretudo por abrigar alguns dos biomas mais ricos do mundo, como Amazônia, Cerrado e Pantanal. Para especialistas, o evento representa uma oportunidade para ampliar compromissos internacionais e fortalecer políticas de conservação da biodiversidade.
A expectativa é que as decisões tomadas durante a COP15 contribuam para avançar na proteção das espécies migratórias e reforçar a cooperação entre países em um momento em que os desafios ambientais se tornam cada vez mais urgentes.